"Nos sistemas de produção em que são aplicadas estratégias de melhoria dos índices reprodutivos é notório o aumento do desempenho e, consequentemente, maximizado o rendimento do efetivo."

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Cinco estratégias para melhorar índices reprodutivos de uma exploração

A produção de ruminantes em Portugal com aptidão cárnica faz-se sobretudo em sistema extensivo, tentando maximizar os recursos endógenos. A produtividade das explorações está diretamente correlacionada com a sua eficiência produtiva e com o número de animais obtidos por reprodutora; é fácil perceber que o fator mais relevante para que tal ocorra é a maximização das taxas reprodutivas e, consequentemente, a eficaz gestão reprodutiva das explorações. Nos sistemas de produção em que são aplicadas estratégias de melhoria dos índices reprodutivos é notório o aumento do desempenho e, consequentemente, maximizado o rendimento do efetivo.

1. Criar um sistema de registos: é essencial existirem registos de tudo o que é relacionado com o animal, em especial para parâmetros reprodutivos, principalmente quando se aponta a melhorar os resultados. O registo de todas as ocorrências vai permitir definir parâmetros e ajudar a selecionar, com base em dados objetivos, quais são os melhores animais em termos reprodutivos, e também em termos produtivos, tanto para fêmeas como para machos.

2. Utilização de técnicas de reprodução: seja a inseminação artificial, as sincronizações de cio, passando por ecografias de diagnóstico de gestação e até exames andrológicos, todas as técnicas, quando bem utilizadas, são um grande auxílio à parte reprodutiva, para despistar animais problemáticos e tirar mais rendimento dos melhores animais, como por exemplo utilizando a inseminação artificial nas melhores reprodutoras, em conjunto com uma sincronização de cio bem definida, para que os intervalos reprodutivos diminuam e o animal tenho o parto na altura ideal.

3. Definição de épocas reprodutivas: devido à sazonalidade dos mercados e da disponibilidade alimentar natural, as épocas de cobrição devem ser bem planeadas para se ter a fase de lactação na altura de maior disponibilidade alimentar dos pastos. Isto serve para que na fase em que a reprodutora pode perder condição corporal, durante a lactação, ela se mantenha num bom estado físico, o que influencia os intervalos reprodutivos futuros.

4. Refugar as piores reprodutoras: com todos os pontos referidos anteriormente, é possível categorizar os animais, definir objetivos que cada um deve atingir de forma a garantir que é uma animal rentável e não um custo sem benefício. Através de avaliação de dias improdutivos, intervalo entre partos, número de nascidos vivos, entre outros parâmetros, é possível perceber quais as melhores fêmeas e também quais as piores, podendo assim decidir se são animais para se refugar. Das melhores fêmeas também se pode escolher o efetivo de substituição, com o objetivo de melhorar os resultados da exploração.

5. Escolha de melhores machos: assim como a escolha das melhores reprodutoras é importante, não se deve descurar a importância do macho na equação reprodutiva e produtiva. Exames andrológicos anuais ou bianuais são recomendáveis, para se saber se o macho se encontra no pico reprodutivo ou não. Tentar definir objetivos para o macho atingir e através dos registos perceber se o macho está a dar prejuízo ou lucro a uma exploração. Uma forma de controlar é fazer grupos mais pequenos e deixar apenas um macho para um menor número de fêmeas, sabendo sempre assim que todos os nascidos desse grupo são filhos desse macho. Outra solução passa, como foi referido anteriormente, pela inseminação artificial e aí sim, ter atenção aos parâmetros que são fornecidos e escolher a melhor opção.

A utilização de softwares de gestão animal é uma ferramenta essencial ao dispor dos produtores para facilitar o registo de dados e tomada de decisões, promovendo a melhoria dos índices reprodutivos da sua exploração.
No wezoot, por exemplo, é fácil e intuitivo consultar o intervalo entre partos dos animais, identificando rapidamente as melhores reprodutoras e os animais que devem ser refugados. 

Autor: João Caçador – Engenheiro Zootécnico